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Crónicas de uma filha Atrapalhada

Lembram-se da pequena Bá do blog "Crónicas de uma mãe atrapalhada." Pois,ela cresceu! E agora exigiu que existisse também a sua versão de filha num blog a quatro mãos.

Crónicas de uma filha Atrapalhada

Lembram-se da pequena Bá do blog "Crónicas de uma mãe atrapalhada." Pois,ela cresceu! E agora exigiu que existisse também a sua versão de filha num blog a quatro mãos.

As minhas leituras #3: Fernão Capelo Gaivota

Hoje lembrei-me de um livro que me marcou para o resto da vida:

Fernão Capelo Gaivota de Richard Bach

 

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Já li vários livros deste autor e adorei-os sempre, mas este para mim é imperdível. Uma obra belíssima no seu todo. Existe também o filme baseado nesta obra.

 

“A maior parte das gaivotas não se preocupava em aprender mais do que os simples fatos do voo – como ir à comida e voltar Para a maioria, o importante não é voar, mas comer Para esta gaivota, contudo, o importante não era comer, mas voar... - Por que, Fernão, por que? – perguntava-lhe a mãe – Por que é que lhe custa tanto ser como o resto do bando? Por que não come?... - ... Eu só quero saber, é tudo (respondia ele) ... Há tanto que aprender! ... Em vez da monótona labuta de procurar peixes junto dos barcos de pesca, temos uma razão para estarmos vivos! Podemos subtrair-nos à ignorância, podemos encontrar-nos como criaturas excelentes, inteligentes e hábeis. Podemos ser livres! Podemos aprender a voar!"

 Às gaivotas basta-lhes saber voar para poderem procurar alimente e não precisam e mais nada. Não é o caso da Gaivota Fernão Capelo, esta gaivota quer ultrapassar os limites do voo e da vida que lhe era imposta. 

      Numa viagem fantástica pela luta dos seus sonhos Fernão capelo Gaivota faz-nos voar com ele, numa obra que é uma alegoria de um líder espiritual, no meu entender, cheia de frases inspiradoras e que nos fazem refletir naquilo que somos, na vida que temos e nos objetivos que queremos atingir. 

    Um livro repleto e beleza na sua história e na sua imagem. Para aqueles que não conhecem e que gostam do género, “apanhem” uma boleia nas asas de Fernão Capelo Gaivota e não se arrependerão.  

BATATA

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Um poema especial de Eugénio de Andrade.

 Ando inspirada na poesia, olho para a minha filha e pergunto-lhe a ela e a mim quando é que ela cresceu tanto e eu não percebi. E de repente vem-me à memória este belíssimo poema  de um dos meus poetas portugueses preferidos “O poema á mãe” de Eugénio de Andrade.

 

 

Poema à Mãe

No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe

Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos.

Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.

Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!

Olha — queres ouvir-me? —
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;

ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;

ainda oiço a tua voz:
          Era uma vez uma princesa
          no meio de um laranjal...


Mas — tu sabes — a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber,

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves.

Eugénio de Andrade, in "Os Amantes Sem Dinheiro"

 

Como é que cresceste tanto?

Acho que andava muito stressada e bloqueada pelos problemas do teu irmão. Este ano aos poucos apercebo-me que cresceste tanto e eu não percebi. És responsável com as tuas tarefas. Fizeste novas amigas. O teu corpo cresceu e está a ficar uma pequena senhorita linda. Gosto de conversar contigo, passar tempo ao teu lado.  Estavas preocupada por achares que não conseguias ir para quaro de Honra. Mas eu não. Tenho muito orgulho em ti e na autonomia que alcançaste. OOOps desculpa larguei mais um pouco de baba, não era essa intenção. Mas olho para ti e penso quando foi que cresceste tanto, que te tornaste tão mulherzinha e eu não percebi? Mas mesmo assim desejo-te um feliz dia a Criança.

 Talvez o último em que ainda te sintas um pouco criança

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