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Crónicas de uma filha Atrapalhada

Lembram-se da pequena Bá do blog "Crónicas de uma mãe atrapalhada." Pois,ela cresceu! E agora exigiu que existisse também a sua versão de filha num blog a quatro mãos.

Crónicas de uma filha Atrapalhada

Lembram-se da pequena Bá do blog "Crónicas de uma mãe atrapalhada." Pois,ela cresceu! E agora exigiu que existisse também a sua versão de filha num blog a quatro mãos.

Follow Friday de Junho

Tenho deixado passar as últimas Follow Fridays porque o final de um ano letivo, é para mim sempre uma época conturbada. Mas desta vez não passo deixar passar.  

   Existem muitos blogs interessantes e apesar da Mami ser sobejamente conhecida neste mundo dos blogs creio que o  seu novo projeto Pinguim Amora, um blog sobre parentalidade, aberto à comunidade blogueira merece destaque não só pelo tema em si ser abrangente, mas pela própria dinâmica do Blog.

JÁ FALARAM DE SEXO COM AS VOSSAS FILHAS/FILHOS???

sexualidade-educacao-em-debate.jpeg    O sexo é ainda um assunto Tabu na nossa sociedade. Quer por força de uma sociedade conservadora submetida aos valores do Estado Novo, quer por força das convicções religiosas que condenam o sexo e cujos dogmas ainda estão profundamente enraizados na nossa sociedade.

   

           Tive a sorte de nesse aspeto ter uma mãe que sempre que lhe perguntei me ter falado abertamente do assunto em causa cada vez que a questionava.

Nos dias de hoje são cada vez mais os casos de jovens que buscam informação e conhecimento nas redes sociais, mas cujos pais se inibem de falar no assunto.

 

           E na era do “Fast -food” da informação era suposto que os nossos jovens tivessem mais consciência de forma a evitar não só uma gravidez indesejáveis como o facto de poderem contrair DST (doenças sexualmente transmissíveis)

 

        De acordo com dados divulgados numa reportagem da SIC Notícias em 2017 a “Maternidade na adolescência em Portugal longe dos mínimos da UE “ sendo  “Portugal é o 12º país a nível europeu com mais mães adolescentes. ... Marcelo Rebelo de Sousa vê com preocupação os dados divulgados ...”

Se eu quiser captar a atenção dos meus alunos falar de Sexo é garantido. Claro está, que de forma pertinente para a aula em questão e de forma adequada à faixa etária.                    

           Apercebo-me que estão cheios de dúvidas e que ultrapassadas as vergonhas iniciais, disfarçadas pelos risinhos de parvoíce característicos da idade, estão sedentos que alguém os esclareça. Abordando o assunto com clareza e naturalidade rapidamente as questões se sobrepõem aos risnhos.

 

Tive um caso de uma aluna adolescente de quem me apercebi que poderia estar grávida.

         Em conversa particular abordei-a frontalmente negou-me e jurou-me a pés juntos que era virgem respondi que isso me não me interessava que queria apenas alertar para uma situação que para ela poderia ser indesejável. No final do ano as minhas suspeitas confirmaram-se.

        Mais tarde, a aluna confidenciou-me que se inibira porque a mãe dela nunca falava desses assuntos com, até da menstruação adquirira conhecimento com as amigas e colegas.

 

    Chegada a fase em que me vejo mãe de uma adolescente, acho pertinente falar com ela do assunto. As reações dela são muitas das vezes de vergonha características da idade.

     E chega a replicar que não é tonta e que não anda ainda interessada em rapazes. E eu acredito. Porém tenho algo, que ela ainda não tem experiência de vida.

       A experiência de vida ensinou-me que por vezes as coisas acontecem quando menos esperamos e que o conhecimento é poder.

 Por isso aos poucos sempre que posso vou abordando o assunto.

 

  E vocês já falaram de Sexo com as vossa filhas ou filhos? E qual foi a vossa experiência com os vossos pais?

 

 (texto de minha autoria direitos reservados. Fotografia retirada da internet comçlink e referência)

A Felicidade e a dor de cotovelo.2

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(com quatro anos no Ballet)

(Como o post estava muito grande  decidi dividi-lo em duas partes)

 

  A minha filha não é uma ginasta, nem atleta dotada, e depois?

Não se pode ser bom a tudo.  Quis desistir da natação para meu desgosto e experimentou o Hip Hop, mas não durou. Fez ballet, mas parou porque os meus horários não davam e eu não conseguia conjugar, mas também não era nenhuma prima dona e mesmo que fosse não era isso que importava.

Agora anda no Teatro e ainda não sabe se vai continuar, e a decisão será dela. É a busca dela, a sua demanda do que gosta ou que não gosta, do caminho que quer seguir. Creio que se chama Crescer!  E nessa demanda fará escolhas que eu não irei gostar, mas que, se ela gostar e a fizerem feliz, irei respeitar.

  É uma jovem bem formada, que no dia em que tirou pela primeira vez uma negativa, ficou feliz porque a colega que costumava ter notas fracas, tinha tirado o seu primeiro Bom. Uma jovem que fica feliz quando pode ajudar os e vê-los outros felizes. Não é uma jovem que se gabe ou se exiba (a mãe faz isso por ela eu sei e ela odeia que eu seja tão babada)! Tem defeitos? Sim, muitos.

Sim orgulho-me dela e das suas conquistas. É assim tão errado?

  Mas acima de tudo, o que me realiza como mãe é ela dizer que teve uma infância muito feliz e que é feliz com o irmão e a família que tem.

  Lembro-me o primeiro dia que a levei ao colégio onde frequentou o primeiro ciclo, a psicóloga que nos recebeu, me dizer que via nela uma criança Feliz. Como me senti realizada nesse dia.

   Se a felicidade dá dor de cotovelo? Se calhar dá! Mas temos pena!

Se isso nos faz parecer que queremos ser mais que os outros?  Não faço ideia. Mas também não estou preocupada, porque o que me interessa é que os meus filhos, cada um de sua forma são crianças felizes.

A Felicidade e a dor de cotovelo (1)

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 Quando fui mãe pela primeira vez, já as minhas sobrinhas tinham oito anos, e a maioria dos meus amigos tinha ou filhos crescidos, ou ainda não tinham filhos. Embora com o acompanhamento do Pediatra, eu não tinha exatamente pontos de referência do que era comum ou não um bebé fazer em certa idade.   A minha filha era o meu sonho realizado e sim, eu era e ainda sou uma mãe muito babada. Era uma mãe muito feliz (e ainda sou) com a filha que tinha e tenho. Por isso quando comentava que a minha filha gatinhava e falava aos seis meses, eu pensava que era a coisa mais comum do planeta. 

          Até ao dia em que ouvi uma colega comentar, mas minhas costas, em tom sumido e irónico:

“-Hum mais um bocadinho e diz que ela já falava na barriga!”

Eu que tenho ouvidos de tísica e não tenho papas na língua, fiz questão de responder igualmente com ironia dando-lhe a entender que a ouvira:

- Nunca se sabe.  – E segui a minha vidinha, enquanto a dita cuja criatura me olhava estupefacta.

    É que não se tratava de uma questão de eu querer que a minha filha fosse melhor que o filho, ou filha desta ou daquela. Também não fiz questão que a minha filha gatinhasse ou falasse aos seis meses. Mas eram factos. Factos de que eu própria tinha duvidado.  Pois a primeira vez que ela gatinhou foi na ama e as primeiras palavras eu não liguei, pensei que fossem fruto da minha imaginação ou que estava à beira de um esgotamento. Só acreditei, quando a fui buscar à ama no primeiro dia e ama me diz:

- Não me avisou que a sua filha já gatinhava.

E eu:

- Ela não gatinha. Vira-se toda, mas não gatinha.

Ao que a ama me responde:

- Gatinha, gatinha e muito bem, tanto que me fez andar à procura dela. E chama por si e pelo pai.

Aí eu fiquei a olhar, afinal eu não estava à beira de um esgotamento e a imaginar coisas.

-Tem a certeza?

-Tenho que ouvi várias vezes e o meu marido também- respondeu-me ela.

 

 Era a confirmação de que eu não estava doida, nem a imaginar coisas.

 

Enfim, eu sei, isto fazia parecer que eu queria que a minha filha fosse melhor que todos e que era isso que me importava.  Mas não, apenas a minha filha era mesmo assim.  E eu adorava -a. Era a minha filha.

      Mas se pudesse escolher, teria preferido que gatinhasse e falasse um pouco mais tarde. Porque tinha sido muito mais fácil para mim, que nessa época estava sozinha e deslocada de casa com ela, numa casa com escadas, onde não tinha proteção, porque pensámos que só mais tarde seria necessário. E não tinha mais ninguém para andar atrás dela quando ela gatinhava a cem hora.

 

Se pudesse escolher teria preferido que ela tivesse falado um pouco mais tarde, e o irmão um pouco mais cedo.

 Porque será que não incomoda ninguém, nem dá dor de cotovelo a ninguém quando falo que tenho um filho não verbal e me orgulho de cada conquista nova dele? Ah pois, isso não faz parecer que o meu filho é melhor do que as outras crianças.

 

Quando me perguntavam se a minha filha não tinha atividades extracurriculares fora da escola, eu respondia que as que tinha na escola chegavam.

 Para mim era importante passar tempo com ela, ir com ela ao Parque, ao café lanchar, ao cinema, passear, brincar com ela, fazer bolos, ver filmes juntas no sofá ou na cama.

 É uma jovem como as outras. É inteligente, sim! Vou dizer que não, porque alguém pode ficar com uma ligeira dor de cotovelo? Era o que me faltava.

(continua)

A Resposta.

 Estava a reler o blog de infância da minha filha quando me deparo com o simpático comentário de alguém que lia o blog a me “pedir” para realizar o desejo da minha filha para lhe dar um irmão ou uma irmã.

     Não tinha endereço de blog mas tinha um endereço de e-mail. Num impulso enviei um e- mail a informar que o desejo da Bárbara, fora realizado, e ela tinha um irmão já com seis anos.

    Poucos minutos para minha surpresa recebi uma amável resposta.  Tão bonita esta interação que um simples blog gera entre pessoas que não se conhecem, mas que aos poucos vão gerando sentimentos de empatia.

As minhas leituras #3: Fernão Capelo Gaivota

Hoje lembrei-me de um livro que me marcou para o resto da vida:

Fernão Capelo Gaivota de Richard Bach

 

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Já li vários livros deste autor e adorei-os sempre, mas este para mim é imperdível. Uma obra belíssima no seu todo. Existe também o filme baseado nesta obra.

 

“A maior parte das gaivotas não se preocupava em aprender mais do que os simples fatos do voo – como ir à comida e voltar Para a maioria, o importante não é voar, mas comer Para esta gaivota, contudo, o importante não era comer, mas voar... - Por que, Fernão, por que? – perguntava-lhe a mãe – Por que é que lhe custa tanto ser como o resto do bando? Por que não come?... - ... Eu só quero saber, é tudo (respondia ele) ... Há tanto que aprender! ... Em vez da monótona labuta de procurar peixes junto dos barcos de pesca, temos uma razão para estarmos vivos! Podemos subtrair-nos à ignorância, podemos encontrar-nos como criaturas excelentes, inteligentes e hábeis. Podemos ser livres! Podemos aprender a voar!"

 Às gaivotas basta-lhes saber voar para poderem procurar alimente e não precisam e mais nada. Não é o caso da Gaivota Fernão Capelo, esta gaivota quer ultrapassar os limites do voo e da vida que lhe era imposta. 

      Numa viagem fantástica pela luta dos seus sonhos Fernão capelo Gaivota faz-nos voar com ele, numa obra que é uma alegoria de um líder espiritual, no meu entender, cheia de frases inspiradoras e que nos fazem refletir naquilo que somos, na vida que temos e nos objetivos que queremos atingir. 

    Um livro repleto e beleza na sua história e na sua imagem. Para aqueles que não conhecem e que gostam do género, “apanhem” uma boleia nas asas de Fernão Capelo Gaivota e não se arrependerão.  

BATATA

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Um poema especial de Eugénio de Andrade.

 Ando inspirada na poesia, olho para a minha filha e pergunto-lhe a ela e a mim quando é que ela cresceu tanto e eu não percebi. E de repente vem-me à memória este belíssimo poema  de um dos meus poetas portugueses preferidos “O poema á mãe” de Eugénio de Andrade.

 

 

Poema à Mãe

No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe

Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos.

Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.

Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!

Olha — queres ouvir-me? —
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;

ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;

ainda oiço a tua voz:
          Era uma vez uma princesa
          no meio de um laranjal...


Mas — tu sabes — a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber,

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves.

Eugénio de Andrade, in "Os Amantes Sem Dinheiro"

 

Como é que cresceste tanto?

Acho que andava muito stressada e bloqueada pelos problemas do teu irmão. Este ano aos poucos apercebo-me que cresceste tanto e eu não percebi. És responsável com as tuas tarefas. Fizeste novas amigas. O teu corpo cresceu e está a ficar uma pequena senhorita linda. Gosto de conversar contigo, passar tempo ao teu lado.  Estavas preocupada por achares que não conseguias ir para quaro de Honra. Mas eu não. Tenho muito orgulho em ti e na autonomia que alcançaste. OOOps desculpa larguei mais um pouco de baba, não era essa intenção. Mas olho para ti e penso quando foi que cresceste tanto, que te tornaste tão mulherzinha e eu não percebi? Mas mesmo assim desejo-te um feliz dia a Criança.

 Talvez o último em que ainda te sintas um pouco criança

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