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Crónicas de uma filha Atrapalhada

Lembram-se da pequena Bá do blog "Crónicas de uma mãe atrapalhada." Pois,ela cresceu! E agora exigiu que existisse também a sua versão de filha num blog a quatro mãos.

Crónicas de uma filha Atrapalhada

Lembram-se da pequena Bá do blog "Crónicas de uma mãe atrapalhada." Pois,ela cresceu! E agora exigiu que existisse também a sua versão de filha num blog a quatro mãos.

A minha filha nunca me ofereceu flores…

No outro dia uma aluna veio e oferecer-me uma flor e lembrei-me a minha filha nunca e ofereceu flores e ficaram a olhar para mim espantadas.

Depois expliquei que lhe tinha ensinado que se achava que a flor era bonita a devia deixar no local onde estivesse, para que enquanto não murchasse mais pessoas desfrutassem da sua beleza.

 A minha filha aprendeu a respeitar  a Natureza e é por isso que nunca arrancou flores para me oferecer e eu tenho. orgulho nisso.

Castanhas Assadas

 

Fomos visitar cuidar da tia avó da Bá e do Gonçalo a quem também chamam de avó. Depois fomos passear aproveitando o bom  tempo que se fazia sentir. Como tinha prometido à garota uns gelados da Artesani que apesar de custarem os olhos da cara, nos fazem chorar por mais de tão saborosos que são,lá fomos "lanchar" uns geladinhos. Provámos váriosa sabores entre eles Cheesecake, morango, chocolate, nutella, canela e mel  e caramelo salgado. O cheesecake e o caramelos algado ficaram no top dos preferidos. Como estava muita gente e o G. estva inquieto e prestes a entrar em crise optámos por sair ainda de gelados na mão, para os acabermos de comer na rua.  A Bá mal tinha acabado de comer o seu gelado, diz-me:

- E agora só espero que a senhor das castanhas esteja ali- a miúda adora castanhas assadas,

E estava, lá foi ela toda animada comprar um cartucho.

No regresso queixa-se

-Esta mistura de gelado com castanhas assadas   não deu assim um resultado muito bom, a minha barriga está a queixar-se.

 

 Mas depois passou. É que gelados já encontramos todo o ano, mas castanhas assadas nem sempre.

Na Praça da Figueira, ou no Jardim da Estrela, num fogareiro aceso é que ele arde.

Ao canto do Outono, à esquina do Inverno, o homem das castanhas é eterno

. Não tem eira nem beira, nem guarida, e apregoa como um desafio.

É um cartucho pardo a sua vida, e, se não mata a fome, mata o frio.

Um carro que se empurra, um chapéu esburacado, no peito uma castanha que não arde.

Tem a chuva nos olhos e tem o ar cansado o homem que apregoa ao fim da tarde.

Ao pé dum candeeiro acaba o dia, voz rouca com o travo da pobreza.

Apregoa pedaços de alegria, e à noite vai dormir com a tristeza.

Quem quer quentes e boas, quentinhas?

A estalarem cinzentas, na brasa.

Quem quer quentes e boas, quentinhas?

Quem compra leva mais calor p'ra casa.

A mágoa que transporta a miséria ambulante, passeia na cidade o dia inteiro.

É como se empurrasse o Outono diante; é como se empurrasse o nevoeiro.

Quem sabe a desventura do seu fado?

Quem olha para o homem das castanhas?

Nunca ninguém pensou que ali ao lado ardem no fogareiro dores tamanhas.

Quem quer quentes e boas, quentinhas?

A estalarem cinzentas, na brasa.

Quem quer quentes e boas, quentinhas?

Quem compra leva mais amor p'ra casa.

Poema de José Carlos Ary dos Santos Música de Paulo de Carvalho

 

 

A minha filha no seu melhor.

Figura7.jpg

imagem retirada da internet

 

 

Sabia que ela já estava acordada. Como não a vi a cirandar por nenhum outra divisão da casa, calculei que estivesse no quarto. Lá estava ela a desenhar e o irmão que acabara de me “fanar” o telemóvel ao lado dela. Dei-lhe os bons dias que ainda são acompanhados de um beijinho apesar de oficialmente já ser uma teenager.

  Assim que vou a sair:

-Mamã podes fazer-me um favor?

-Não! -digo eu, que já sei que implica andar para trás e para a frente, mas ela tinha pedido com tanto jeitinho que volto atrás de nariz torcido- Diz lá o que queres?

-Trazes-me uma Taça de Chocapic?

Eu já sabia….

-Olha lá estás a ver o chapeuzinho e o aventalzinho  a dizer criada???- respondo

E ela:

- Estou a ver algo que diz: A mamã dá-me muito amor.

Lá lhe levei o chocapic!

 

 

Saber perder também é uma forma de vencer!

 

Às vezes tenho muitas saudades de ti pequenina filha! Mas cresceste e continuas com um coração do tamanho do mundo. Não foi desta vez que passaste a concelhia no concurso de leitura, mas pela segunda vez representaste a tua escola dignamente e saíste de cabeça erguida, mesmo não conseguindo igualar o lugar do ano passado. Isso para mim torna-te uma vencedora. Não somos vencedores só quando ganhamos, somos vencedores quando sabemos perder com brio e orgulho de termos dado o nosso melhor e saímos de cabeça erguida. Segue em frente estás no bom caminho! És feliz isso é o mais importante!